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  • Laís Fonseca

Representatividade de pessoas negras no mercado de trabalho é tema de debate

iBlack reuniu a comunidade local para uma roda de conversa no Black Swan


Com o intuito de se instigar a reflexão e o debate acerca do protagonismo de mulheres negras e homens negros no mercado de trabalho, o último Community Day no centro de inovação Black Swan, no dia 15 de maio, foi promovido pela comunidade iBlack São Luís, compondo uma roda de conversa que reuniu mais de 100 pessoas da comunidade, entre universitários e empreendedores atuantes no mercado local.


Gabriela Mercedes é uma das idealizadoras da comunidade iBlack e falou sobre representatividade de pessoas negras no mercado de trabalho. – Foto: João Lima

“Chegamos animados, ansiosos e firmes”, declarou Gabriela Mercedes, uma das idealizadoras da comunidade e co-fundadora e diretora executiva na empresa Impacto Maker. “O i-Black ainda é um começo, a gente acredita na ideia de plantar hoje para colher amanhã, com o propósito de conectar a comunidade maranhense a oportunidades e gerar inspiração na nova geração".


Na ocasião, Italo Carvalho, também idealizador do iBlack e diretor de marketing na liga universitária Empreender, explicou que a iniciativa de se formar um grupo e trazer a problemática para discussão entre empreendedores surgiu de incômodos particulares que, quando externados, foram percebido como interesse de toda uma comunidade que se identifica entre si.


“O homem e a mulher negra são marginalizados em todo o processo, desde a formação acadêmica até a inserção ao mercado de trabalho”, declarou Italo. “Travamos uma grande luta para sair dessa marginalidade, por isso é importante discutir o assunto em eventos”.


Entre as convidadas, o debate contou com a participação das empreendedoras Leila Frazão, dona do salão Cachos de Divas, e Kellen Lopes, sócia e professora no studio POLE4FIT, em São Luís. Na pauta do debate, as participantes falaram sobre autoaceitação e a hiperssexualização do corpo da mulher negra, considerando suas vivências e as dificuldades que tiveram na carreira empreendedora.


Kellen Lopes, sócia e professora no studio POLE4FIT, fala sobre suas dificuldades na carreira como empreendedora, autoaceitação e hiperssexualização do corpo da mulher negra. – Foto: João Lima

“Eu não sabia o que era representatividade, nunca tinha participado de uma roda como essa. Sejamos ousadas”, estimulou Kellen. “Também minha mãe, mulher de comunidade, empoderadíssima e inteligente, nunca foi convidada para fazer uma fala em um evento. Para empreender, precisamos ser ousadas e sair da zona de conforto, fazer com que esse mercado aconteça”.


Os participantes ainda levantaram questões como a cultura do silenciamento e o racismo sutil, dentro do contexto local, em que 74% da população é negra. A nível nacional, os idealizadores pontuaram que 50% dos donos de negócios são pretos ou pardos.


“Não é uma temática que eu percebia como positiva, foi preciso um choque de realidade para compreender a importância de se debater representatividade”, comentou Otto Mendes, sócio fundador da Post Machine, empresa especializada em Branding Digital. O empreendedor foi um dos participantes na roda de conversa e compartilhou sua vivência acadêmica e de mercado:


A comunidade iBlack reuniu-se no espaço Black Swan para debater a temática da representatividade negra no mercado de trabalho. – Foto: João Lima

“A partir de vivências cotidianas, percebi que a gente, quando é preto e pobre, precisa se esforçar um pouco mais para conseguir as coisas. Me preocupo com meus irmãos, que estão no começo da vida acadêmica, universitária, e sendo preparados para o mercado”, concluiu.


Entre os presentes, o evento ainda contou com a participação da universitária e produtora Louise Mendes, também idealizadora da comunidade iBlack; o empreendedor Joel Bispo, Head do Projeto Chatbot, do Grupo Mateus, e residente no Black Swan; e o empreendedor Fabiano Roger, sócio e diretor na empresa Abacaxi Digital.



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